Sexta-feira, Fevereiro 23, 2007
Sempre as mudanças.
Mudam os planos, a sorte, o amor.
Dizem que há um preço a pagar para quem tenta ir longe demais.
Uma passagem só de ida: se quiser ir, vá sozinho.
Sempre o desequilíbrio das insatisfações, não queremos a solidão
e não nos contentamos com quem está ao nosso lado.
Daí essa dança de paixões e insônias, as pessoas fazem coisas sem saber por quê
e depois perdem tanto de suas vidas tentando descobrir.
Eu não sei.
Quanto mais ficamos no mesmo lugar, mais difícil se torna partir.
O que está perdido já não me parece importante, por estranho que possa parecer.
Você pode criar quantas estórias quiser para justificar seus erros,
mas no final o perdedor é aquele que não conseguiu se revelar.
E revelações não podem ser superficiais. (quase nada do que importa é, não nos sentimentos)
Precisamos ter realidade no que fazemos.
É sempre difícil identificar aquilo que é certo, para cada um.
Houve um tempo em que considerei as pessoas inesgotáveis,
ganhando e perdendo como se fosse possível substituí-las.
"Cair do décimo andar não é nada para quem já caiu da lua".
Besteira.
Bizarro.
Cansado.
Possivelmente a hora de mudar.
Um caminho que não seja tão quieto, alguma transição.
"Mais parecida com a vida, que só o amor consegue".
Quem sabe ?
por meu paredro
| 12:51 AM
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Sábado, Fevereiro 17, 2007

Vi, no rosto amigo meu
A noite que nasceu
A avenida, o passo a pressa de chegar
Nos ecos do carnaval
Só se avista o caos
A nuvem passa, o tempo avança
O sinal.
( adapt. Sérgio Sampaio )
por meu paredro
| 5:54 PM
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Sábado, Fevereiro 10, 2007
Olha nos meus olhos, está tudo bem.
Não há nada que adiante dizer, mas não se preocupe.
Ás vezes não é tão importante colocar em palavras.
Eu tornaria tudo pior se tentasse consertar agora,
correr atrás do que foi perdido e criar uma nova maneira de estar que voaria loucamente ao redor de nós mais e mais rápido tirando nosso fôlego por quanto tempo ?
antes de se perder novamente.
Melhor não, vamos segurar.
Até que saibamos andar por aí de novo.
por meu paredro
| 12:45 AM
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Segunda-feira, Fevereiro 05, 2007
Entre horas fora do relógio
e madrugadas de asas quebradas.
No instante da dúvida, eu tenho tomado sempre o caminho mais longo.
Perdido em labirintos, perguntando o porquê
dessa constante, essa sombra.
A sombra do silêncio sujo.
E o caleidoscópio que já não me basta.
por meu paredro
| 9:11 AM
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