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Terça-feira, Janeiro 29, 2008




Existe um momento em que nada parece real.
Ruas vazias, portões trancados, janelas mortas.
Esta hora trêmula da noite.
E se você quiser saber como eu me sinto,
posso sinceramente dizer que estou só me deixando levar.
E se todas essas lembranças me deixassem em paz,
eu fugiria para longe.
Abandonaria para sempre essas imagens que flutuam
lá fora na neblina, entre as árvores.
O momento na noite em que todas as perguntas
parecem conter as respostas em si mesmas.
Eu e meu copo girando no limite da incoerência,
desejando estupidamente que você pegue o telefone
e torne todas as coisas, de repente,
perfeitas.
E se você perguntar para onde eu vou agora, o que farei da minha vida, tudo o que posso dizer é que ainda não sei.
Minha única vontade é permanecer fora do chão,
entre essas brumas infinitas,
na insensatez
desta hora
da noite.




por meu paredro | 1:33 PM |
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Domingo, Janeiro 20, 2008




Pensar demais é ficar parado enquanto as coisas,
e depois querer explicar.
Eu vivo em conflito com minhas palavras pensantes.
Elas vêm aos borbotões e me cercam e me confundem
da forma mais estúpida.
E eu sei, são apenas pequenos eus tentando enganar o tempo.
Fantasmas tagarelas que me usam, me dirigem, me perdem.
Vontade de costurar essas minhas bocas, sufocar seu palavrório.
Peço perdão pelas vezes em que fugi do assunto.
E claro, por essa mania de complicar o que quem sabe,
pela primeira vez,
seja de alguma forma
simples.




por meu paredro | 6:09 PM |
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Terça-feira, Janeiro 15, 2008




Me diz, me ajuda a pensar direito.
Eu devo ir prá casa hoje, ou ficar aqui ?
Faz alguma coisa, acende a luz.
Isso.
Eu vou para a montanha hoje.
Não posso ficar aqui.
Eu preciso dormir.
Eu preciso acordar, de novo.
Não fecho meus olhos há tanto tempo.
Dormir.
"Nascer da cama e encontrar o sol"
Faz tanto tempo.



por meu paredro | 12:18 PM |
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Terça-feira, Janeiro 08, 2008




Você fala do velho chalé assombrado como se não soubesse.
Esses fantasmas flutuantes, espíritos teimosos do tempo; eu e você.
Ah os nossos duelos ao pôr do sol.
Quase uma história daquelas que são contadas ao redor da fogueira.
Iluminando o entardecer, minha perseverança e tua ironia,
ferro contra ferro.
Esgrimindo, ecoando entre as montanhas.
A derrota simplesmente nasceu; como a lua.
E assim eu catei minhas migalhas pelas noites desertas.
Aprendi que o passado pode ser um estranho.
Que nem toda história é eterna.
Que o sol só vai nascer quando a noite tiver terminado.




por meu paredro | 1:26 PM |
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Terça-feira, Janeiro 01, 2008




Na lâmina de um novo ano, o horizonte pode ser muito estranho.
Todas as coisas sob o sol e seus ângulos diferentes.
Só as estrelas são sempre as mesmas.
E vai sendo assim; quando acho que algo vale a pena,
não desisto por causa de algumas noites ruins.
Duas horas são como dois minutos
quando fechamos os olhos e as lembranças sorriem.
Quem precisa de holofotes quando a lua está á disposição ?
Talvez eu possa viver melhor sem seus problemas
me enchendo a cabeça,
mas eu prefiro viver pior a não estar a seu lado.



por meu paredro | 3:55 PM |
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